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25 de agosto de 2012

Tradução na Globo Universidade

A formação de tradutores e o mercado de tradução foram o tema de várias matérias publicadas na Globo Universidade. O foco foi sobretudo na PUC-Rio, onde eu estudei e leciono. São bem aprofundadas e ótimas para tradutores profissionais ou para quem ainda está planejando a carreira.

A matéria principal é em vídeo, mas o site da Globo Universidade traz alguns artigos complementares:

Matéria em vídeo sobre diversas especializações oferecidas na PUC-Rio

Artigo sobre o mercado de tradução

Artigo sobre interpretação

Artigo sobre o mercado de tradução audiovisual e literária

Artigo sobre tradução juramentada

Achei as matérias excelentes. Raramente uma reportagem na imprensa sobre tradução passa do mais básico. Mas o mercado de tradução está crescendo muito no Brasil e o profissional vem ganhando muita visibilidade.

Do ponto de vista pessoal, o mais incrível é que eu conheço praticamente todo mundo em todas as matérias! Uns foram meus professores, outros meus colegas e outros meus alunos. O mundo da tradução é uma enorme família, mesmo.

11 de fevereiro de 2012

Artigos sobre tradução audiovisual

No fim de 2011, a PUC-Rio lançou um número especial da publicação Tradução em revista, n. 11, sobre tradução audiovisual. A revista conta com diversos artigos sobre tecnologia, legendagem, dublagem, legenda fechada, audiodescrição e traduções de fãs.

Eu considero imprescindível, para quem se interessa minimamente pelo assunto (nem que seja como "espectador com opinião"), o artigo da Sabrina Martinez, "Tecnologia digital, acessibilidade e novos mercados para o tradutor audiovisual". Ela traça um panorama da evolução tecnológica e as transformações da tradução audiovisual no Brasil, chegando aos reflexos da nova lei da acessibilidade e a recente polêmica sobre a maior preferência pela dublagem na TV a cabo. Pretendo passar a usar esse artigo nos meus cursos, e acho que qualquer um deveria ler esse texto para discutir esses assuntos com uma base maior de informações, transmitidas por quem trabalha e estuda tradução audiovisual há muitos anos.

Aproveitando este assunto: eu recebo pedidos constantes de alunos de cursos de tradução para ajudar com bibliografia sobre tradução audiovisual para trabalhos de conclusão de cursos e monografias. Às vezes fico surpresa quando me dizem que não têm bibliografia para estudar, considerando que o que há por aí hoje em dia daria para passar uma vida estudando -- o que eu acho difícil mesmo é justamente selecionar um recorte relevante.

Então, vou listar aqui alguns recursos e, com o tempo, pretendo expandi-los.

O periódico Cadernos de tradução, publicado pela Universidade Federal de Santa Catarina, e a revista Tradução & comunicação, da Anhanguera (ex-Unibero), não publicaram (que eu saiba) um número especial sobre tradução audiovisual, mas quase sempre há algum artigo sobre o tema em cada número. É preciso garimpar um pouquinho, mas é nisso que consiste o trabalho do pesquisador... ;-)

As duas maiores editoras especializadas em tradução, Saint Jerome e John Benjamins, têm números dedicados ao tema.

A publicação canadense Meta lançou uma edição especial sobre tradução audiovisual em 2004, com artigos diversos de ótimos pesquisadores do tema. Agora no início de 2012 deve sair mais um número especial, que espero poder divulgar em breve.

A nova edição especial da Meta será editada por Jorge Díaz-Cintas, tradutor e pesquisador com uma enorme lista de publicações sobre o tema.

Outros autores onipresentes neste campo de estudo, e que é interessante acompanhar, são Yves Gambier, editor do número da Meta de 2004 e da excelente coletânea (Multi) Media Translation, disponível no Google Books -- o texto introdutório, mesmo tendo mais de 10 anos, continua atualíssimo; Patrick Catrysse; Henrik Gottlieb; além de, no Brasil, Vera Lúcia Santiago Araújo e Eliana Franco.

Autores bons há muitos, mas infelizmente poucos mantêm um site e uma lista atualizada de publicações.

Finalmente, além do que eu já publiquei e apresentei sobre o tema (há pouco disponível online) e do que escrevo neste blog, minha maior contribuição para a área foi minha dissertação de mestrado. Aliás, vale lembrar que as principais universidades do Brasil mantêm catálogos online de trabalhos acadêmicos e permitem o acesso digital a muitos deles.

Este foi só um primeiro apanhado geral. Caso você conheça alguma outra publicação sobre tradução audiovisual, principalmente se estiver disponível online, por favor me informe em um comentário para que eu confira e aumente esta lista. Espero que seja útil!

5 de março de 2010

Congresso da Abrates em Porto Alegre

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Atualização: este tópico se refere a atividades já encerradas. Veja as postagens mais recentes para ficar a par de novos cursos e eventos.
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Nos dias 19 a 21 de março de 2010, acontecerá em Porto Alegre o III Congresso Internacional de Tradução e Interpretação da Abrates.

A programação está interessantíssima, com temas relevantes e profissionais de alto gabarito. Haverá painéis sobre tradução juramentada, mercados regionais, tradução literária, Libras, formação de tradutores, direitos autorais, CAT, organizações e legendagem.

Eu vou participar desse último, no domingo (21/03) de manhã, ao lado de Bruno Murtinho, Marcelo Leite e Nick Magrath.

Há ainda várias oficinas e palestras. Confira a programação completa.

A lista detalhada de painéis está abaixo (clique para ampliar).

4 de maio de 2009

Novas tecnologias em discussão

Há uma interessante discussão ocorrendo recentemente sobre questões tecnológicas -- em particular, o uso conjunto de tradução automática e memória de tradução por tradutores profissionais.

Um pouquinho de contexto:

A tentativa de se fabricar sistemas automáticos de tradução (MT - Machine Translation, ou TA - Tradução Automática) estourou após a Segunda Grande Guerra. Lá pelos anos 70, já estava bastante claro que nenhum computador era capaz de replicar todo o raciocínio humano por trás da decodificação, tradução e recodificação de textos, exceto aqueles de estrutura e vocabulário extremamente limitados.

Nas últimas duas décadas, floresceram as chamadas memórias de tradução (CAT - Computer-Assisted Translation - Tools). São bancos de dados otimizados, geralmente integrados a editores de textos como o MS Word, que arquivam tudo o que uma pessoa traduz - original e tradução - além de oferecer ferramentas para a alimentação de glossários. A ideia é acelerar nosso trabalho com pesquisa e digitação, reaproveitando termos e trechos previamente traduzidos.

Os programas de MT continuaram existindo e há vários gratuitos por aí (Babelfish/Altavista, Systran, e agora o Google Translate, entre outros). O que sempre foi muito óbvio é que eles são fracos, cometendo erros gramaticais e terminológicos grosseiros, servindo apenas para se ter uma vaga ideia do que um site trata, por exemplo. Mas nenhum profissional que se preze sequer olharia para um programinha desses.

Só que a tecnologia foi evoluindo, e quem passou alguns anos ignorando esses programas já deve ter se surpreendido ao se deparar, nem que seja sem querer, com o Google Translate e constatar que ele está bem mais espertinho do que imaginávamos.

Então, no ano passado, no congresso da ATA - Associação de Tradutores dos EUA -, Giovanna Boselli e Cris Silva apresentaram uma pesquisa combinando MT e CAT: memória de tradução para armazenar e reaproveitar trechos e expressões, e o Google Translate para segmentos ainda sem tradução, tudo monitorado e revisado pelo tradutor. Os resultados foram surpreendentes pela velocidade e a qualidade. Os slides da apresentação estão disponíveis, mas pessoalmente acho que não fazem muito sentido sem tudo o que as autoras têm a relatar. Eu não vi essa apresentação, mas acompanhei algumas trocas de e-mails das autoras na lista de discussão da ATA e verei outra apresentação do mesmo tema no congresso da Divisão de Língua Portuguesa, agora em junho. É o item da programação para o qual tenho a maior expectativa.

A Corinne McKay também fala dessa conferência e faz outros testes por conta própria.

Curiosamente, há quase 12 anos eu escrevi uma monografia sobre tradução automática para o curso de especialização. Parte do texto relata a história e a evolução dos sistemas, e outra parte apresenta um teste com um software que existia na época. Essa segunda parte está totalmente obsoleta - o sistema não existe mais e, sinceramente, a pesquisa foi muito fraca, apenas um teste sem grande base científica. Só deixei o texto disponível na internet até hoje porque ele ainda é bastante citado por conta do resumo histórico. O que acho curioso é que a discussão sobre MT esteja voltando em termos não muito diferentes dos que eu usei nesse artigo, após as CAT terem conquistado seu merecido espaço na história - boa parte da qual ocorreu bem depois desse meu trabalho.

Em suma: a MT nasceu como um ideal impossível, foi relegada a sub-produto que não afeta a vida dos tradutores e de repente vem dando a volta por cima como algo que sim, pode ser muito útil, mas que levanta uma série de indagações profissionais e éticas.

Se de um lado há pesquisas e experimentos sérios, há também o mundo das pessoas comuns. O mercado de tradução continua crescendo, há cada vez mais demanda e cada vez mais gente querendo ser tradutor. Gente querendo aprender e se aperfeiçoar, e também gente querendo dinheiro "fácil" (repare nas aspas).

Por conta de tudo isso, as discussões sobre os rumos do mercado estão fervendo em cima da "nova" aplicação de programas gratuitos de MT. Será que muita gente despreparada vai usar esses programas sem critério? Será que representam mesmo uma ameaça aos "grandes" tradutores ou eles nem precisam se preocupar?

Há uma discussão interessante sobre esse assunto na comunidade Tradutores/Intérpretes BR do Orkut. Não foi a primeira, mas está muito rica, pelo menos até as trinta e poucas mensagens que constam até este momento.

Além disso, o Danilo Nogueira tocou no assunto recentemente no blog dele, mencionando no mesmo texto opiniões sobre o mercado de tradução. E, no próximo sábado, dia 9 de maio, na série de palestras gratuitas conhecidas como Reunião na Sala 7, da Aulavox, ele vai abordar justamtente o tema das tecnologias.

Na minha opinião, não dá para tapar o sol com a peneira e deixar de tomar conhecimento e participar desta discussão. Se diversas ferramentas já nos levaram a aumentar a produtividade, a qualidade e a consistência das traduções, a pressão pela alta produtividade só vai aumentar com a nova geração de ferramentas. O diferencial dos tradutores que acreditam que merecem ganhar bem por seu trabalho vai ser dar conta dessa produtividade, além de uma qualidade muito superior à média do mercado, já que produtividade sem muita qualidade é fácil de se conseguir.

Os mais pessimistas andam dizendo que logo seremos revisores das máquinas. Eu não consigo ver esse quadro. De qualquer forma, quero que as máquinas sejam minhas parceiras - não faz sentido ter medo delas nem combatê-las. Vou arregaçar as mangas e mergulhar de novo nesse assunto.

8 de abril de 2009

Aprendizado virtual

Há bastante tempo proliferam-se na internet cursos à distância, podcasts e outras formas de transmissão de conhecimento que, cada vez mais, envolvem áudio e vídeo.

Eu dou alguns cursos à distância através do Aulavox -- inclusive coloquei um widget aí do lado direito, onde eles anunciam as próximas atividades ligadas a tradução -- e pretendo tentar organizar outros tipos de oficinas. Esse tipo de recurso sai mais em conta do que conseguir uma locação física, é eficiente e extremamente prático, pois basta se conectar na hora certa (em caso de eventos ao vivo) para assistir à aula. Até em cursos presenciais passa a ser interessante usar alguns recursos da internet, seja para promover uma discussão virtual ou para aproveitar materiais que estejam online.

Podcasts são gravações em áudio ou vídeo regulares, publicadas em formato semelhante ao de um blog especializado. Geralmente é possível ouvi-los no site ou baixá-los para qualquer aparelho de MP3, para ouvir em qualquer momento. Eu assino vários podcasts que se atualizam automaticamente e vão para o iPod: notícias, receitas, palestras e discussões variadas.

Há um podcast sobre tradução, o Speaking of Translation. As duas autoras são tradutoras americanas que selecionam temas ligados à profissão e os apresentam em forma de bate papo.

Outra moda são os chamados "webinars", seminários virtuais. O ProZ está com vários deles, alguns grátis e outros pagos.

A Portuguese Language Division da ATA também está oferecendo webinars usando recursos do Skype.

Também há webinars ensinando a usar a memória de tradução Wordfast. Uma é mais introdutória e outras são específicas.

Quase tudo isso pode ser aprendido lendo um site ou um livro, ou indo a uma palestra. São apenas formas diferentes, práticas e geralmente muito baratas (ou mesmo grátis) de obter as mesmas informações. Eu não tenho carro, então o iPod está sempre cheio de podcasts para ouvir no metrô, ou caminhando, ou fazendo coisas chatas como aspirar a casa ou lavar louça, quando seria impossível ler um livro.

Alguns colegas estão desenvolvendo a idéia de um podcast brasileiro, com vários colaboradores, sobre tradução. Assim que ele sair do papel, eu aviso.

10 de fevereiro de 2006

Como surfar uma tsunami

As semanas que antecedem o carnaval tendem a trazer uma certa calmaria no mercado de tradução. Muitos projetos ficam em suspenso até o ano brasileiro começar de verdade, logo após as folias.

Mas 2006 está prometendo muito trabalho para os tradutores e a tradicional calmaria, para quem a está sentindo, está parecendo aquela maré baixa antes da tsunami. Quando a onda vier para valer, é preciso estar bem preparado para conseguir surfar a crista e não ser engolido pelo redemoinho.

Portanto, este é um excelente momento para se atualizar e equipar para trabalhar mais e melhor. Aqui vão algumas sugestões.

  • Aproveite para ler aqueles textos enfileirados na estante e procurar novos livros e artigos sobre tradução e assuntos de nosso interesse. O Translation Journal e o Meta têm uma grande coleção de artigos. Há também Cadernos de Tradução e publicações do CITRAT para comprar pela internet a preços muito acessíveis. Para quem acessa o Orkut, há dois tópicos (1 e 2) no fórum Tradutores/Intérpretes BR que reúnem bastantes sugestões de leituras para os tradutores. Lembre-se: você é o que você lê.
  • Compre ou assine mais alguns dicionários em CD ou na Internet. Apesar de achar linda a minha estante de dicionários, consultar palavras em papel não é nada eficiente. A maioria dos dicionários gratuitos da Internet também não é lá muito completa. Realmente vale a pena assinar o conteúdo integral e serviços adicionais de alguns dicionários bons, como o Merriam-Webster Unabridged e o Diccionarios, além de ter dicionários eletrônicos instalados no computador.
  • Faça melhorias no seu espaço de trabalho. Para trabalhar bem muitas horas por dia, é preciso cuidar da ergonomia (veja este esquema) para prevenir dores de coluna, problemas de circulação e LER, além de estar com o computador pronto para trabalhar intensamente por pelo menos um ano. Nem sempre é preciso gastar muito dinheiro, mas pode fazer toda a diferença, por exemplo, providenciar um apoio para os pés (tenho uma banquetinha acolchoada sem a qual não agüento trabalhar nem 10 minutos), uma estante de música para apoiar papéis ao lado do monitor (um dos melhores investimentos que já fiz!), um pouco mais de memória ou espaço em disco para o computador (enquanto não desenvolvem um pen drive para o nosso cérebro...), um teclado novo, macio e cheio de atalhos inteligentes ou um mouse óptico. Essas pequenas melhorias aceleram muito o nosso trabalho, cuidam da nossa saúde e -- sim! -- nos fazem ganhar mais.
  • Aproveite para testar programas com os quais ainda não esteja familiarizado, como o Wordfast ou, para quem já tem alguma inserção na área, programas de legendagem como o Horse e o Subtitle Workshop. Nunca se sabe quando vai surgir uma oportunidade de usá-los profissionalmente, e então é bom já estar afiado.
  • Renove sua filiação ou filie-se a associações de tradutores que combinem com seu perfil, como o Sintra, a Abrates e a Abrapt aqui no Brasil, além da APIC para os intérpretes. Lá fora tem a tradicional ATA e a nova IATIS. E há muitas outras, mais especializadas ou regionais. Vale a pena também participar das inúmeras listas de discussão por e-mail, como a Trad-Prt, a Tradutores e a Litterati. Todos esses sites oferecem mais links úteis. Navegar é preciso!
  • Last but not least, você já tem um site? É muito fácil fazer um, por exemplo usando o Front Page, que vem com o MS Office. Há inúmeros provedores de hospedagem gratuitos, mas comprar seu próprio registro é muito barato. É extremamente prático ter seu currículo atualizado disponível para os clientes em seu site, além de outras informações que você desejar, como preços, serviços prestados, etc.
Se você acha que está faltando alguma dica importante, adicione um comentário. Bom tsunami-surfing para todos!