No fim de 2011, a PUC-Rio lançou um número especial da publicação Tradução em revista, n. 11, sobre tradução audiovisual. A revista conta com diversos artigos sobre tecnologia, legendagem, dublagem, legenda fechada, audiodescrição e traduções de fãs.
Eu considero imprescindível, para quem se interessa minimamente pelo assunto (nem que seja como "espectador com opinião"), o artigo da Sabrina Martinez, "Tecnologia digital, acessibilidade e novos mercados para o tradutor audiovisual". Ela traça um panorama da evolução tecnológica e as transformações da tradução audiovisual no Brasil, chegando aos reflexos da nova lei da acessibilidade e a recente polêmica sobre a maior preferência pela dublagem na TV a cabo. Pretendo passar a usar esse artigo nos meus cursos, e acho que qualquer um deveria ler esse texto para discutir esses assuntos com uma base maior de informações, transmitidas por quem trabalha e estuda tradução audiovisual há muitos anos.
Aproveitando este assunto: eu recebo pedidos constantes de alunos de cursos de tradução para ajudar com bibliografia sobre tradução audiovisual para trabalhos de conclusão de cursos e monografias. Às vezes fico surpresa quando me dizem que não têm bibliografia para estudar, considerando que o que há por aí hoje em dia daria para passar uma vida estudando -- o que eu acho difícil mesmo é justamente selecionar um recorte relevante.
Então, vou listar aqui alguns recursos e, com o tempo, pretendo expandi-los.
O periódico Cadernos de tradução, publicado pela Universidade Federal de Santa Catarina, e a revista Tradução & comunicação, da Anhanguera (ex-Unibero), não publicaram (que eu saiba) um número especial sobre tradução audiovisual, mas quase sempre há algum artigo sobre o tema em cada número. É preciso garimpar um pouquinho, mas é nisso que consiste o trabalho do pesquisador... ;-)
As duas maiores editoras especializadas em tradução, Saint Jerome e John Benjamins, têm números dedicados ao tema.
A publicação canadense Meta lançou uma edição especial sobre tradução audiovisual em 2004, com artigos diversos de ótimos pesquisadores do tema. Agora no início de 2012 deve sair mais um número especial, que espero poder divulgar em breve.
A nova edição especial da Meta será editada por Jorge Díaz-Cintas, tradutor e pesquisador com uma enorme lista de publicações sobre o tema.
Outros autores onipresentes neste campo de estudo, e que é interessante acompanhar, são Yves Gambier, editor do número da Meta de 2004 e da excelente coletânea (Multi) Media Translation, disponível no Google Books -- o texto introdutório, mesmo tendo mais de 10 anos, continua atualíssimo; Patrick Catrysse; Henrik Gottlieb; além de, no Brasil, Vera Lúcia Santiago Araújo e Eliana Franco.
Autores bons há muitos, mas infelizmente poucos mantêm um site e uma lista atualizada de publicações.
Finalmente, além do que eu já publiquei e apresentei sobre o tema (há pouco disponível online) e do que escrevo neste blog, minha maior contribuição para a área foi minha dissertação de mestrado. Aliás, vale lembrar que as principais universidades do Brasil mantêm catálogos online de trabalhos acadêmicos e permitem o acesso digital a muitos deles.
Este foi só um primeiro apanhado geral. Caso você conheça alguma outra publicação sobre tradução audiovisual, principalmente se estiver disponível online, por favor me informe em um comentário para que eu confira e aumente esta lista. Espero que seja útil!
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11 de fevereiro de 2012
8 de abril de 2010
Davi contra Golias
Estou traduzindo um livro e, como tantas vezes acontece, aparece uma citação bíblica. Coisa simples, história conhecida e, para facilitar, com livro, capítulo e versículo devidamente citados no original:
Em tradução literal: "Davi derrotou Golias com uma funda e uma pedra. Ele o matou sem nem sequer usar uma espada."
O trecho do livro era justamente sobre a invenção da funda e sua importância histórica, e a citação cai como uma luva para reforçar o argumento do autor.
Sem pensar duas vezes, entro no Bible Gateway e procuro essa mesma passagem em versão portuguesa (lusitana). Leio o texto, que aparece com os versículos 50 e 51 juntos:
Opa! Qual foi a causa da morte de Golias, afinal? Uma simples pedra ou a própria espada? No versículo anterior dessa versão portuguesa, relata-se que a pedra se cravou na testa de Golias, que caiu com o rosto na terra -- mas isso, seguido do verbo "vencer", é muito diferente de "matar sem nem sequer usar uma espada".
Comentei a discrepância com meu marido, que é muito mais versado em Bíblia do que eu. Ele me afirmou categoricamente que Davi matou Golias com a espada, após derrubá-lo com a pedra. Elocubrando, pensamos que o Rei Jaime I, que encomendou a tradução mais famosa da Bíblia em língua inglesa, provavelmente não gostaria nem um pouco de homenzinhos derrubando e decepando gigantes, o que poderia dar certas ideias anarquistas à plebe.
Peguei então a Bíblia do meu marido, traduzida por João Ferreira de Almeida, revista e atualizada pela Sociedade Bíblica do Brasil. Lá diz assim:
Bingo! Funda sim, espada não, e meu marido confundiu a história toda, pensei eu, até ler o versículo seguinte:
Como assim? Golias morreu duas vezes?
Preocupada com a qualidade dessa tradução, voltei ao Bible Gateway para ler o trecho da King James Bible:
Que é basicamente o mesmo: Davi mata Golias ("and slew him") com a pedra e depois o mata novamente ("and slew him", repetido igualzinho!) cortando-lhe a cabeça. Pelo visto, Golias era forte mesmo!
Fiz minha tradução citando apenas o versículo 50, terminando com a informação de que Golias estava morto e não havia espada na mão de Davi, o que dá conta de ilustrar a importância da funda. O que acontece depois ficou escondido embaixo do tapete, como fez o autor do livro que estou traduzindo.
Mas mesmo assim fiquei grilada: como será mesmo que Golias morreu? De pedra, de espada ou dos dois? Será que alguma tradução cometeu esse erro, que foi sendo replicado sem que ninguém percebesse?
ADENDO: Depois de publicar este texto, recebo do Hugo Langone o mesmo trecho, segundo a Bíblia de Jerusalém:
Esta é a situação relatada na citação original do meu livro: Golias morre da pedrada. Depois, Davi o decepa, mas tudo indica que ele já estava morto.
David defeated Goliath with a sling and a rock. He killed him without even using a sword. (1 Samuel 17:50)
Em tradução literal: "Davi derrotou Golias com uma funda e uma pedra. Ele o matou sem nem sequer usar uma espada."
O trecho do livro era justamente sobre a invenção da funda e sua importância histórica, e a citação cai como uma luva para reforçar o argumento do autor.
Sem pensar duas vezes, entro no Bible Gateway e procuro essa mesma passagem em versão portuguesa (lusitana). Leio o texto, que aparece com os versículos 50 e 51 juntos:
David conseguiu assim vencer o gigante filisteu com uma simples funda e uma pedra. Como não tinha espada, correu para Golias, tirou a dele da bainha, matou-o e cortou-lhe a cabeça.
Opa! Qual foi a causa da morte de Golias, afinal? Uma simples pedra ou a própria espada? No versículo anterior dessa versão portuguesa, relata-se que a pedra se cravou na testa de Golias, que caiu com o rosto na terra -- mas isso, seguido do verbo "vencer", é muito diferente de "matar sem nem sequer usar uma espada".
Comentei a discrepância com meu marido, que é muito mais versado em Bíblia do que eu. Ele me afirmou categoricamente que Davi matou Golias com a espada, após derrubá-lo com a pedra. Elocubrando, pensamos que o Rei Jaime I, que encomendou a tradução mais famosa da Bíblia em língua inglesa, provavelmente não gostaria nem um pouco de homenzinhos derrubando e decepando gigantes, o que poderia dar certas ideias anarquistas à plebe.
Peguei então a Bíblia do meu marido, traduzida por João Ferreira de Almeida, revista e atualizada pela Sociedade Bíblica do Brasil. Lá diz assim:
Assim, prevaleceu Davi contra o filisteu, com uma funda e uma pedra, e o feriu, e o matou; porém não havia espada na mão de Davi.
Bingo! Funda sim, espada não, e meu marido confundiu a história toda, pensei eu, até ler o versículo seguinte:
Pelo que correu Davi, e, lançando-se sobre o filisteu, tomou-lhe a espada, e desembainhou-a, e o matou, cortando-lhe com ela a cabeça.
Como assim? Golias morreu duas vezes?
Preocupada com a qualidade dessa tradução, voltei ao Bible Gateway para ler o trecho da King James Bible:
So David prevailed over the Philistine with a sling and with a stone, and smote the Philistine, and slew him; but there was no sword in the hand of David. Therefore David ran, and stood upon the Philistine, and took his sword, and drew it out of the sheath thereof, and slew him, and cut off his head therewith.
Que é basicamente o mesmo: Davi mata Golias ("and slew him") com a pedra e depois o mata novamente ("and slew him", repetido igualzinho!) cortando-lhe a cabeça. Pelo visto, Golias era forte mesmo!
Fiz minha tradução citando apenas o versículo 50, terminando com a informação de que Golias estava morto e não havia espada na mão de Davi, o que dá conta de ilustrar a importância da funda. O que acontece depois ficou escondido embaixo do tapete, como fez o autor do livro que estou traduzindo.
Mas mesmo assim fiquei grilada: como será mesmo que Golias morreu? De pedra, de espada ou dos dois? Será que alguma tradução cometeu esse erro, que foi sendo replicado sem que ninguém percebesse?
ADENDO: Depois de publicar este texto, recebo do Hugo Langone o mesmo trecho, segundo a Bíblia de Jerusalém:
Desse modo Davi venceu o filisteu com a funda e a pedra; feriu o filisteu e o matou; não havia espada na mão de Davi. Davi correu, pôs o pé sobre o filisteu, apanhou-lhe a espada, tirou-a da bainha e a cravou no filisteu e, com ela, decepou-lhe a cabeça.
Esta é a situação relatada na citação original do meu livro: Golias morre da pedrada. Depois, Davi o decepa, mas tudo indica que ele já estava morto.
10 de janeiro de 2007
Google Books: a Biblioteca de Babel
No conto de Borges, a biblioteca infinita abriga obras que compreendem todas as possíveis combinações de letras, em todas as línguas passadas, presentes e futuras.
Não chega a tanto, mas uma boa amostra do infinito está no serviço Google Books, agora em versão brasileira.
Basta digitar palavras-chave, um tema, uma editora ou um autor (como em uma busca comum no Google) ou fazer uma pesquisa avançada. O resultado não são sites, mas livros. Isso mesmo, livros inteirinhos, para folhear no próprio navegador. Não é possível copiar/colar nem imprimir, mas nada impede que você leia 500 páginas no computador antes de decidir se a surpresa no final vale a compra do livro impresso.
Uma pequena amostra: digitando "translation studies" temos acesso às obras mais relevantes da disciplina de tradução, inclusive algumas muito recentes, de autores como Susan Bassnett, Lawrence Venuti, Peter Newmark, Jeremy Munday, Mona Baker, Gideon Toury, além de coletâneas e enciclopédias.
Agora só falta o Google publicar a fórmula da vida eterna.
Não chega a tanto, mas uma boa amostra do infinito está no serviço Google Books, agora em versão brasileira.
Basta digitar palavras-chave, um tema, uma editora ou um autor (como em uma busca comum no Google) ou fazer uma pesquisa avançada. O resultado não são sites, mas livros. Isso mesmo, livros inteirinhos, para folhear no próprio navegador. Não é possível copiar/colar nem imprimir, mas nada impede que você leia 500 páginas no computador antes de decidir se a surpresa no final vale a compra do livro impresso.
Uma pequena amostra: digitando "translation studies" temos acesso às obras mais relevantes da disciplina de tradução, inclusive algumas muito recentes, de autores como Susan Bassnett, Lawrence Venuti, Peter Newmark, Jeremy Munday, Mona Baker, Gideon Toury, além de coletâneas e enciclopédias.
Agora só falta o Google publicar a fórmula da vida eterna.
8 de março de 2006
A internet como corpus
A internet é uma faca de dois gumes: a mesma facilidade de acesso que nos oferece milhões de textos sobre os mais variados assuntos permite a publicação de todo tipo de bobagem, proposital ou não. Por isso, as pesquisas na internet devem ser cada vez mais criteriosas e confirmadas pelo menos mais uma vez de um modo relativamente seguro. Bater o olho numa informação perdida por aí, replicá-la e justificar com "li na internet" é como dizer "um desconhecido na rua me contou". Confiabilidade zero.
Vários blogs sobre tradução recentemente fizeram referências a este artigo de Stephen Strauss, no qual ele dá dicas para procurar e confirmar a tradução de uma expressão na internet. Em resumo, o método consiste em:
Aliás, duas formas de pesquisa "clássicas" aproveitando o corpus da internet são a de expressões ou "colocações" (collocations) e a de biologia/zoologia. A primeira se dá como explicado acima, procurando expressões entre aspas e comparando o número de resultados. A segunda é feita de um modo muito parecido ao método acima:
Infelizmente, o Google não possui um mecanismo de busca simultânea de consultas diferentes. A forma mais prática é abrir duas janelas do navegador, uma para cada pesquisa.
Há um mecanismo externo, aparentemente desenvolvido com fins de entretenimento, que faz essa busca simultânea: o Googlefight. Basta preencher as duas caixas de busca e o programa pesquisa as duas ao mesmo tempo no Google. Após uma luta entre dois bonequinhos, o número de ocorrências de cada pesquisa é exibido.
Dois pontos contra: primeiro, a busca é feita em inglês. Os resultados podem ser totalmente distorcidos se forem inseridas palavras em outras línguas, pois não há como informar isso exceto acrescentando domínios de site como filtros (por exemplo "site:.br") na janela de busca. Segundo, só é fornecido o número de ocorrências, sem mais informações. Isto é, não temos como interpretar os resultados.
Ainda assim, é uma ferramentazinha adicional, que pode complementar a busca no Google propriamente dita. Mas desde que a descobri eu aguardo algo parecido oferecido pelo próprio Google - aí sim, vai ser uma festa!
Vários blogs sobre tradução recentemente fizeram referências a este artigo de Stephen Strauss, no qual ele dá dicas para procurar e confirmar a tradução de uma expressão na internet. Em resumo, o método consiste em:
- Pesquisar a expressão original pedindo resultados na outra língua e/ou restringindo a busca a sites governamentais ou que inspirem confiança.
- Tomar nota das traduções encontradas (em geral, mais de uma).
- Pesquisar as traduções encontradas e comparar o número de ocorrências de cada uma.
Aliás, duas formas de pesquisa "clássicas" aproveitando o corpus da internet são a de expressões ou "colocações" (collocations) e a de biologia/zoologia. A primeira se dá como explicado acima, procurando expressões entre aspas e comparando o número de resultados. A segunda é feita de um modo muito parecido ao método acima:
- Pesquisa-se o animal ou a planta na língua original e obtém-se o nome científico.
- Procura-se pelo nome científico pedindo resultados na língua-meta.
Infelizmente, o Google não possui um mecanismo de busca simultânea de consultas diferentes. A forma mais prática é abrir duas janelas do navegador, uma para cada pesquisa.
Há um mecanismo externo, aparentemente desenvolvido com fins de entretenimento, que faz essa busca simultânea: o Googlefight. Basta preencher as duas caixas de busca e o programa pesquisa as duas ao mesmo tempo no Google. Após uma luta entre dois bonequinhos, o número de ocorrências de cada pesquisa é exibido.
Dois pontos contra: primeiro, a busca é feita em inglês. Os resultados podem ser totalmente distorcidos se forem inseridas palavras em outras línguas, pois não há como informar isso exceto acrescentando domínios de site como filtros (por exemplo "site:.br") na janela de busca. Segundo, só é fornecido o número de ocorrências, sem mais informações. Isto é, não temos como interpretar os resultados.
Ainda assim, é uma ferramentazinha adicional, que pode complementar a busca no Google propriamente dita. Mas desde que a descobri eu aguardo algo parecido oferecido pelo próprio Google - aí sim, vai ser uma festa!
30 de janeiro de 2006
Mais algumas Googlices
Além dos serviços de busca, o Google oferece uma quantidade crescente de programas e serviços, dos mais profissionalmente relevantes aos puramente entretidos.
O pacote gratuito Google Pack traz diversos programas computacionais -- navegador Firefox, barra do Google para o navegador, organizador de fotos Picasa, mapas do Google Earth, Adobe Acrobat, protetor de tela, anti-vírus Norton, anti-spyware Ad-Aware, reprodutor de mídia Real Player, programa de troca de mensagens e voz Google Talk e outras coisinhas mais. Cada usuário pode determinar os programas que quer incluir no seu pacote, e o programa de instalação o mantém a par de atualizações.
Além da enorme utilidade do serviço de e-mail Gmail (gigante, rapidíssimo, maravilhosamente organizado e organizável, excelente para manejar listas de tradução e manter backups), da revolução Orkut (agora otimizada pelo Google) e do Blogger (este provedor gratuito e simpático de blogs), meus serviços favoritos do Google são o Google Scholar, serviço de busca especializado em artigos acadêmicos, e minha última aquisição, o Google Reader, que mantém e atualiza conteúdos gerados em XML e afins.
Explico melhor este último. Se você, como eu, há tempos vinha se perguntando que diabos são uns links que têm aparecido em vários sites, dizendo "syndicate this site", "RSS", "Atom", uns ícones que dizem "+Yahoo", "+Google" e coisas do gênero, isso significa que fornecem esse tipo de conteúdo em XML e afins. (No caso deste blog, por exemplo, há dois links no menu à direita, acima, que oferecem meios e códigos para "assiná-lo".) Diversos programas ou serviços oferecidos em sites (como o Google Reader) indexam esses sites. Então, você pode ir "assinando" ("syndicating") através deles os sites que você costuma visitar e que são atualizados freqüentemente, como os de notícias e blogs. Uma vez coletados, basta você acessar um só lugar (o tal programa ou serviço de sua escolha) para ler todos eles e se inteirar de todas as atualizações feitas, sem precisar ficar navegando por sites e mais sites para ver se há alguma novidade ou procurando um determinado conteúdo. O visual e as funções oferecidas pelo Google Reader são bem parecidos aos do Gmail, o que é um atrativo a mais para os já familiarizados com as ferramentas Google.
Mais serviços e ferramentas do Google
O "laboratório" do Google, onde vão nascendo as novidades
Na nossa profissão, muito literalmente, tempo é dinheiro -- tempo de digitação, de envio e recebimento de arquivos, de pesquisa e de aquisição de informações -- e o Google tem nos ajudado a economizar muitas horas preciosas.
O pacote gratuito Google Pack traz diversos programas computacionais -- navegador Firefox, barra do Google para o navegador, organizador de fotos Picasa, mapas do Google Earth, Adobe Acrobat, protetor de tela, anti-vírus Norton, anti-spyware Ad-Aware, reprodutor de mídia Real Player, programa de troca de mensagens e voz Google Talk e outras coisinhas mais. Cada usuário pode determinar os programas que quer incluir no seu pacote, e o programa de instalação o mantém a par de atualizações.
Além da enorme utilidade do serviço de e-mail Gmail (gigante, rapidíssimo, maravilhosamente organizado e organizável, excelente para manejar listas de tradução e manter backups), da revolução Orkut (agora otimizada pelo Google) e do Blogger (este provedor gratuito e simpático de blogs), meus serviços favoritos do Google são o Google Scholar, serviço de busca especializado em artigos acadêmicos, e minha última aquisição, o Google Reader, que mantém e atualiza conteúdos gerados em XML e afins.
Explico melhor este último. Se você, como eu, há tempos vinha se perguntando que diabos são uns links que têm aparecido em vários sites, dizendo "syndicate this site", "RSS", "Atom", uns ícones que dizem "+Yahoo", "+Google" e coisas do gênero, isso significa que fornecem esse tipo de conteúdo em XML e afins. (No caso deste blog, por exemplo, há dois links no menu à direita, acima, que oferecem meios e códigos para "assiná-lo".) Diversos programas ou serviços oferecidos em sites (como o Google Reader) indexam esses sites. Então, você pode ir "assinando" ("syndicating") através deles os sites que você costuma visitar e que são atualizados freqüentemente, como os de notícias e blogs. Uma vez coletados, basta você acessar um só lugar (o tal programa ou serviço de sua escolha) para ler todos eles e se inteirar de todas as atualizações feitas, sem precisar ficar navegando por sites e mais sites para ver se há alguma novidade ou procurando um determinado conteúdo. O visual e as funções oferecidas pelo Google Reader são bem parecidos aos do Gmail, o que é um atrativo a mais para os já familiarizados com as ferramentas Google.
Mais serviços e ferramentas do Google
O "laboratório" do Google, onde vão nascendo as novidades
Na nossa profissão, muito literalmente, tempo é dinheiro -- tempo de digitação, de envio e recebimento de arquivos, de pesquisa e de aquisição de informações -- e o Google tem nos ajudado a economizar muitas horas preciosas.
27 de janeiro de 2006
Pesquisas especiais do Google
O Google é um dos grandes amigos do tradutor (e por muitos chamado carinhosamente de "Tio Gugo"). Mas nem todos sabem que, além dos recuros de busca e pesquisa avançada iguais aos de muitos outros mecanismos de busca, o grande diferencial do Google para os tradutores são os recursos especiais.
Por exemplo, para encontrar a definição de qualquer palavra, basta digitar na caixa de busca "define" (sem as aspas) e em seguida a expressão para a qual se quer encontrar definições. Eu tenho meus dicionários preferidos que sempre consulto primeiro, mas o Google freqüentemente me salva quando há uma expressão ou muito técnica ou idiomática. A última que procurei foi dita por um personagem de The West Wing, que diz: "We're taking our licks early." Ele estava falando de campanha política e não fazia nenhum sentido para mim. Mal sabia eu que era uma expressão de beisebol. Fui no Google e digitei: define "take one's licks". Bingo. Dúvida resolvida em frações de segundo.
O Google também calcula. Calcula muita coisa, inclusive conversões de medidas e moedas. Basta digitar o que precisa ser calculado ou convertido diretamente na caixa de busca. É preciso aprender alguns comandozinhos, mas só para exemplificar:
Tudo isso e muito mais está explicado só no site em inglês, aqui. E para quem tem alguma dificuldade em obter resultados precisos, vale a pena confirir as instruções básicas para pesquisar de forma mais eficiente, aqui.
Boa pesquisa!
_____________
Adendo tardio: Encontrei mais dicas neste outro blog.
Por exemplo, para encontrar a definição de qualquer palavra, basta digitar na caixa de busca "define" (sem as aspas) e em seguida a expressão para a qual se quer encontrar definições. Eu tenho meus dicionários preferidos que sempre consulto primeiro, mas o Google freqüentemente me salva quando há uma expressão ou muito técnica ou idiomática. A última que procurei foi dita por um personagem de The West Wing, que diz: "We're taking our licks early." Ele estava falando de campanha política e não fazia nenhum sentido para mim. Mal sabia eu que era uma expressão de beisebol. Fui no Google e digitei: define "take one's licks". Bingo. Dúvida resolvida em frações de segundo.
O Google também calcula. Calcula muita coisa, inclusive conversões de medidas e moedas. Basta digitar o que precisa ser calculado ou convertido diretamente na caixa de busca. É preciso aprender alguns comandozinhos, mas só para exemplificar:
- 289 ao quadrado: 289^2
- 350 pés equivalem a quantos metros: 350 feet in meter
- 500 ienes são quantos reais: 500 yen in real
Tudo isso e muito mais está explicado só no site em inglês, aqui. E para quem tem alguma dificuldade em obter resultados precisos, vale a pena confirir as instruções básicas para pesquisar de forma mais eficiente, aqui.
Boa pesquisa!
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Adendo tardio: Encontrei mais dicas neste outro blog.
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