24 de fevereiro de 2010

Novas turmas online!

==================================
Atualização: este tópico se refere a atividades já encerradas. Veja as postagens mais recentes para ficar a par de novos cursos e eventos.
==================================


Estão abertas as inscrições para mais duas edições de Introdução à Legendagem de Filmes -- à distância, através do sistema Aulavox.

Uma trabalha com traduções do italiano para o português. As aulas serão dadas pela Bianca Bold e acontecerão às quartas-feiras, do dia 28 de abril a 26 de maio (datas atualizadas!), às 19h (Brasília).

A outra é para tradutores do inglês para o português, ministrada por mim (Carolina Alfaro). Desta vez será aos sábados, de 24 de abril a 22 de maio, às 10h (Brasília).

Exceto pelas línguas, os dois cursos serão idênticos: 5 aulas online de uma hora de duração cada, com base nos mesmos materiais expositivos, incluindo exercícios individuais feitos e corrigidos entre uma aula e outra. O objetivo é transmitir os fundamentos técnicos e estilísticos da tradução adaptada ao formato de legendas.

Para outros detalhes e inscrições, contate diretamente a Aulavox através dos links acima.

Mais uma parceria Scriba & Aulavox.

9 de dezembro de 2009

Oração do tradutor

Momentinho de descontração:

Já vi outras parecidas, mas esta oração de autoria da Érika Lessa é a melhor!
Não custa nada tirar um minutinho, fechar os olhos e pedir:

Wordfast nosso que estás no céu
Santificado seja o vosso glossário,
Venha a nós o vossos termo,
Seja feita a nossa revisão
No segmento e no arquivo limpo.
O cliente nosso de cada dia nos dai hoje,
Perdoai as nossas ofensas ortográficas,
Assim como nós perdoamos os textos mal escritos.
Não nos deixei cair em tentação
de usar o tradutor automático
E livrai-nos de todo trabalho in engrish.

AMÉM!

13 de outubro de 2009

Palestra online gratuita sobre legendagem

==================================
Atualização: este tópico se refere a atividades já encerradas. Veja as postagens mais recentes para ficar a par de novos cursos e eventos.
==================================


Mais um ano está chegando ao fim. Isso mesmo: basta olhar o calendário e cair na real. Está chegando a hora de pensar em novos projetos e oportunidades para o ano que vem. Várias vezes neste blog eu já falei sobre atualização, especialização e diversas formas de se preparar para crescer no mercado de trabalho (veja a listagem de artigos e temas, aqui à direita).

Nos próximos vezes, vou me dedicar à preparação de profissionais para o mercado de legendagem de filmes, que não para de crescer e demandar tradutores especializados. Vários alunos de cursos anteriores -- hoje queridos colegas -- estão fazendo bonito, a voz correu e algumas produtoras grandes já fizeram contato comigo, reconhecendo a qualidade dos cursos e abrindo suas portas para os alunos com melhor desempenho.

Por isso estou com tantas novidades. Como já avisei, há inscrições abertas para dois cursos presenciais de legendagem, um no Rio de Janeiro e outro em São Paulo.

A notícia que está saindo do forno é que vou dar novamente uma palestra online, gratuita, sobre fundamentos técnicos e o panorama do mercado de legendagem, em parceria com a Aulavox. É a mesma palestra que dei no ano passado, com duas horas de duração. Será no dia 27 de outubro, terça-feira, das 19h às 21h (horário de Brasília). Clique aqui para garantir seu lugar!

Para mais informações sobre os cursos e eventos em que estou envolvida, além de outros detalhes sobre mim, minha empresa e meus parceiros, visite o site da Scriba Traduções.

8 de outubro de 2009

Meu caderno de serviços

Entre colegas, já comentei duas ou três vezes sobre um caderno que uso para registrar meus serviços, e achei que merecia uma explicação mais completa. Não se trata de nenhum método muito rigoroso, nem muito menos de uma recomendação sobre a melhor forma de monitorar serviços. Simplesmente é o jeito que fui adotando e comigo dá muito certo.

Há vários anos eu não tinha método nenhum. Chegava algum e-mail com um pedido de orçamento, eu fazia, mandava, deixava o e-mail lá e pronto. Quando alguém telefonava, eu anotava em um papel (normalmente um caderno todo rabiscado que eu usava para tomar notas sobre qualquer coisa). Os pedidos não eram tantos e não havia risco de eu me confundir, de acabar esquecendo de cuidar de algum serviço, nada disso. Eu também só trabalhava sozinha, sem parceiros.

O tal caderno rabiscado, geralmente grandão, ficava sempre na frente do computador. Eu simplesmente ia anotando qualquer coisa nele: números de telefone, cálculos de valores, termos para pesquisar, recados, etc. Quando uma página enchia, eu virava. Semanas ou meses depois, se eu precisasse procurar qualquer uma dessas informações, simplesmente ia voltando as páginas até encontrar.

Mas, à medida que o ritmo de trabalho e o tamanho dos projetos foram crescendo, como já dá para imaginar, o tal cadernão foi ficando confuso demais. Era difícil achar informações passadas. Não havia risco de perder prazos ou não controlar pagamentos, pois desde a faculdade eu uso um Palm como agenda, com tudo de importante lá dentro, e sempre o mantive minuciosamente atualizado com tudo o que tenho o que fazer cada dia. A questão é que sempre há diversas informações, anotações e cálculos que eu não registrava sistematicamente, até porque não sabia onde fazer isso.

Então um dia comprei um caderno de páginas não muito grandes (acho que o tamanho é A5, a metade daqueles cadernos universitários), mas com muitas folhas. Azul, com uma capa plástica semi-dura meio chamativa, para se destacar dos demais. Estou com ele aqui: foi comprado bem no fim de 2006, com o primeiro registro feito em 3 de janeiro de 2007.

Estabeleci algumas regras:
  • Ele serve exclusivamente para anotar novos pedidos de serviços. Qualquer outro tipo de anotação deve ser feito em outro lugar (continuei tendo um caderno para rabiscos aleatórios, mas nada que precisasse ser registrado de forma mais permanente).
  • Cada novo pedido é anotado em uma nova página.
  • Informações obrigatórias: data do pedido (no canto superior), instituição e pessoa que fez o pedido, dados de contato, tipo de serviço, línguas envolvidas. Isso ocupa a metade superior de cada página e eu anoto imediatamente ao receber um e-mail ou telefonema, mesmo sem saber no que o pedido vai resultar.
  • O cálculo que eu faço para chegar ao orçamento fica explícito no caderno: quantas palavras ou minutos de filme, que valores estou calculando (muitas vezes faço dois ou três cálculos de preços e depois decido qual fornecer ao cliente dependendo de outras condições do serviço), o prazo, e qual o orçamento final que forneci.
  • Anoto também outros detalhes que podem ser importantes, geralmente a lápis ou com alguma outra cor. Comentários tipo: "técnico", "urgente", "contratar revisor", "repetitivo", "cliente manda glossário", etc.
  • Após a resposta do cliente ou outras interações, vou anotando os resultados em vermelho: "OK" para cada item de prazo e orçamento, se enviei o contrato e se ele foi assinado. Anoto se o serviço foi recusado ou cancelado, ou se após vários dias não obtive mais resposta. Também anoto quando enviei cada serviço e, finalmente, quando ele foi pago.
  • Se por acaso faço alguma parceria, anoto também os dados do que foi combinado, as obrigações do parceiro para comigo e as minhas para com ele.
  • Para cada serviço concluído com sucesso -- enviado, pago, finalizado -- traço duas linhas vermelhas grossas no canto inferior da página. Assim, de tempos em tempos eu dou uma folheada e monitoro se cada página está "fechada". Se não está com as duas linhas vermelhas, em geral é porque algum cliente não deu mais sinal de vida, e isso precisa ficar registrado.
É claro que eu passo para o Palm os compromissos combinados, meus prazos, datas em que devo receber pagamentos, etc. Mas tudo o que eu preciso saber sobre o serviço está em uma página do caderno.

Além disso, para qualquer projeto de maior porte, que inclua um número grande de arquivos, uma equipe de mais de duas pessoas, várias tarefas simultâneas ou várias datas, naturalmente eu crio uma planilha no Excel, que tem muitos recursos importantes e é fácil de atualizar e compartilhar.

Mas o caderno, essa coisa analógica e antiquada, tem algumas vantagens que sistema computacional nenhum oferece:

Primeiro, ele é "somente para os meus olhos". Justamente, o objetivo é não compartilhá-lo com ninguém, nem mesmo por acaso. O lugar dele é na frente do meu monitor. Se viajo, ele vai comigo. Uma espécie de "meu querido diário".

Segundo, é uma maravilha para ter um panorama histórico do meu trabalho. Basta folhar as páginas para ter uma ótima noção da frequência dos pedidos, da proporção de serviços bem-sucedidos, da média de valores, etc. Posso tanto observar um dado período ou o perfil de algum cliente em particular. Para mim, virou uma ferramenta imprescindível para saber quando ajustar valores.

Terceiro, essa natureza de palimpsesto da folha de papel é fundamental. A partir dos dados básicos, eu volto anotando novas informações, mudanças ou atualizações: o prazo mudou, o cliente fez algum acréscimo, o cliente pediu desconto e eu recalculei o valor, o cliente recusou até mesmo meu valor mais baixo, o serviço era um abacaxi sem tamanho então eu acrescentei 20% à minha tarifa mais alta e ainda assim o cliente aceitou (eu faço isso, sim, você não? pois comece a fazer e prepare-se para ter grandes surpresas!)... Etcétera.

Isso tudo me permite observar o histórico de cada cliente ao receber um novo pedido. Sabe aquele que sempre chora um descontinho? Pois então, já dê um orçamento prevendo a choradinha. E o outro que sempre pede serviços urgentes em fins de semana? Outro que precisa de valores baixos mas o serviço é fácil e rápido e ele me indica para clientes interessantes... E assim por diante. O histórico dos parceiros também fica registrado.

No fim do mês passado, meu caderno anterior, que registrou serviços fielmente durante quase três anos, não teve nenhuma página arrancada, quase não contém rasuras e ainda vai ser muito valioso como referência, estava chegando ao fim. Então, no começo deste mês, inaugurei um caderno novo. Decidi me valorizar, então comprei um Moleskine de capa dura, vermelho. Ele tem um marcador de página e um elástico para manter o caderno fechado, ficando mais protegido durante minhas viagens.

Sempre é uma sensação deliciosa inaugurar um caderno novo. Ainda mais um Moleskine, com seus poderes inspiradores. Comecei caprichando, escrevendo em letra bonita com caneta preta dessas de desenho técnico. Logo senti que o novo caderno iria me trazer bons fluidos. Em cinco dias registrei quatro pedidos de clientes já consolidados, todos eles grandes, técnicos e importantes, requerendo o envolvimento de outros profissionais. Respirei fundo e calculei uma tarifa mais alta do que as anteriores. Três serviços foram confirmados.

Moral da história: se você gostou desta ideia e pretende começar seu caderno de serviços, definitivamente eu recomendo um Moleskine vermelho.

2 de outubro de 2009

Legendagem: inscrições abertas em São Paulo

==================================
Atualização: este tópico se refere a atividades já encerradas. Veja as postagens mais recentes para ficar a par de novos cursos e eventos.
==================================


Estão abertas as inscrições para uma nova turma do curso Tradução para Legendagem de Filmes: Teoria, Técnica e Prática.

O curso acontecerá na DOTCorporation, na Avenida Paulista, entre os dias 11 e 30 de março de 2010, às segundas, terças e quintas das 19h às 22h, e aos sábados das 9h às 12h. São 12 aulas com 3 horas de duração, totalizando 36 horas.

A estrutura será a mesma das edições anteriores:

O conteúdo expositivo e as reflexões a partir de leituras serão intercalados com uma prática muito intensa. Praticamente a cada nova aula haverá um novo exercício, incluindo métodos de trabalho nos campos de cinema, DVD e TV, sempre replicando situações reais, clientes e públicos diferentes. Todas as aulas são em laboratório de informática, com um computador por aluno. Cadeira confortável, fone de ouvido, telão, tudo como deve ser.

A principal novidade é que as turmas serão mistas, para tradutores de inglês ou de espanhol, sempre tendo o português como língua-alvo. A parte expositiva será comum e em português. Todas as informações técnicas, demonstrações e exemplos não dependem de línguas específicas. Já os exercícios do curso serão separados: os tradutores de espanhol traduzirão filmes em espanhol, e os de inglês filmes em inglês. A maior parte do acompanhamento é individualizada, na própria sala de aula. Finalmente, as correções comuns serão feitas nos dois pares de línguas. O mais bacana é que a turma de uma língua serve como público-alvo da outra, podendo fazer críticas e dar opiniões. Já testei esse modelo e foi realmente muito interessante e enriquecedor para todos. Sem contar que algumas pessoas que dominem as duas línguas terão o dobro de opções para treinar.

Há diversas opções de pagamento, mas é preciso correr para garantir o desconto especial à vista e a possibilidade de parcelamento em seis vezes.


19 de junho de 2009

Introdução à legendagem: inglês e agora italiano!

==================================
Atualização: este tópico se refere a atividades já encerradas. Veja as postagens mais recentes para ficar a par de novos cursos e eventos.
==================================


Mais duas turmas de Introdução à Legendagem de Filmes -- à distância, através do sistema Aulavox -- estão com inscrições abertas.

Uma é para tradutores de inglês para português (esta será a quinta turma), ministrada por mim. Será às segundas, do dia 24 de agosto a 28 de setembro, às 20h.

A grande novidade, após a turma de espanhol que tivemos umas semanas atrás, é que, desta vez, a nova turma será para tradutores de italiano para português. Quem dará a aula será a Bianca Bold, às terças, do dia 18 de agosto a 15 de setembro, às 19h.

Exceto as línguas, os dois cursos serão idênticos: 5 aulas online de uma hora de duração cada, com base nos mesmos materiais expositivos, incluindo exercícios individuais feitos e corrigidos entre uma aula e outra. O objetivo é transmitir os fundamentos técnicos e estilísticos da tradução adaptada ao formato de legendas.

Para outros detalhes e inscrições, contate diretamente a Aulavox através dos links acima.

Mais uma parceria Scriba & Aulavox.

4 de junho de 2009

Legendagem: novas turmas confirmadas no Rio!

==================================
Atualização: este tópico se refere a atividades já encerradas. Veja as postagens mais recentes para ficar a par de novos cursos e eventos.
==================================

Estão abertas inscrições para novas turmas do curso de legendagem no Rio de Janeiro, na PUC-Rio.

Serão duas turmas ao mesmo tempo, em horários e locais diferentes: uma no Centro, na parte da manhã, e outra na Gávea, à noite. Sempre às segundas, quartas e sextas, sendo a primeira aula no dia 9 de novembro e a última em 9 de dezembro.

A estrutura será a mesma do curso que foi dado na PUC-Rio no ano passado e em São Paulo no começo deste ano: são 12 aulas de 3 horas cada, totalizando 36 horas. Sempre em laboratório de informática, com um computador por aluno. Cadeira confortável, fone de ouvido, telão, tudo como deve ser.

O conteúdo expositivo e as reflexões a partir de leituras serão intercalados com uma prática muito intensa. Praticamente a cada nova aula haverá um novo exercício, incluindo métodos de trabalho nos campos de cinema, DVD e TV, sempre replicando situações reais, clientes e públicos diferentes.

A principal novidade é que as turmas serão mistas, para tradutores de inglês e de espanhol, sempre tendo o português como língua-alvo. A parte expositiva será comum e em português. Todas as informações técnicas, demonstrações e exemplos não dependem de línguas específicas. Já os exercícios do curso serão separados: os tradutores de espanhol traduzirão filmes em espanhol, e os de inglês filmes em inglês. A maior parte do acompanhamento é individualizada, na própria sala de aula. Finalmente, as correções comuns serão feitas nos dois pares de línguas. O mais bacana é que a turma de uma língua serve como público-alvo da outra, podendo fazer críticas e dar opiniões. Já testei esse modelo e foi realmente muito interessante e enriquecedor para todos. Sem contar que algumas pessoas que dominem as duas línguas terão o dobro de opções para treinar.

Informações, inscrições e contato administrativo:

4 de maio de 2009

Novas tecnologias em discussão

Há uma interessante discussão ocorrendo recentemente sobre questões tecnológicas -- em particular, o uso conjunto de tradução automática e memória de tradução por tradutores profissionais.

Um pouquinho de contexto:

A tentativa de se fabricar sistemas automáticos de tradução (MT - Machine Translation, ou TA - Tradução Automática) estourou após a Segunda Grande Guerra. Lá pelos anos 70, já estava bastante claro que nenhum computador era capaz de replicar todo o raciocínio humano por trás da decodificação, tradução e recodificação de textos, exceto aqueles de estrutura e vocabulário extremamente limitados.

Nas últimas duas décadas, floresceram as chamadas memórias de tradução (CAT - Computer-Assisted Translation - Tools). São bancos de dados otimizados, geralmente integrados a editores de textos como o MS Word, que arquivam tudo o que uma pessoa traduz - original e tradução - além de oferecer ferramentas para a alimentação de glossários. A ideia é acelerar nosso trabalho com pesquisa e digitação, reaproveitando termos e trechos previamente traduzidos.

Os programas de MT continuaram existindo e há vários gratuitos por aí (Babelfish/Altavista, Systran, e agora o Google Translate, entre outros). O que sempre foi muito óbvio é que eles são fracos, cometendo erros gramaticais e terminológicos grosseiros, servindo apenas para se ter uma vaga ideia do que um site trata, por exemplo. Mas nenhum profissional que se preze sequer olharia para um programinha desses.

Só que a tecnologia foi evoluindo, e quem passou alguns anos ignorando esses programas já deve ter se surpreendido ao se deparar, nem que seja sem querer, com o Google Translate e constatar que ele está bem mais espertinho do que imaginávamos.

Então, no ano passado, no congresso da ATA - Associação de Tradutores dos EUA -, Giovanna Boselli e Cris Silva apresentaram uma pesquisa combinando MT e CAT: memória de tradução para armazenar e reaproveitar trechos e expressões, e o Google Translate para segmentos ainda sem tradução, tudo monitorado e revisado pelo tradutor. Os resultados foram surpreendentes pela velocidade e a qualidade. Os slides da apresentação estão disponíveis, mas pessoalmente acho que não fazem muito sentido sem tudo o que as autoras têm a relatar. Eu não vi essa apresentação, mas acompanhei algumas trocas de e-mails das autoras na lista de discussão da ATA e verei outra apresentação do mesmo tema no congresso da Divisão de Língua Portuguesa, agora em junho. É o item da programação para o qual tenho a maior expectativa.

A Corinne McKay também fala dessa conferência e faz outros testes por conta própria.

Curiosamente, há quase 12 anos eu escrevi uma monografia sobre tradução automática para o curso de especialização. Parte do texto relata a história e a evolução dos sistemas, e outra parte apresenta um teste com um software que existia na época. Essa segunda parte está totalmente obsoleta - o sistema não existe mais e, sinceramente, a pesquisa foi muito fraca, apenas um teste sem grande base científica. Só deixei o texto disponível na internet até hoje porque ele ainda é bastante citado por conta do resumo histórico. O que acho curioso é que a discussão sobre MT esteja voltando em termos não muito diferentes dos que eu usei nesse artigo, após as CAT terem conquistado seu merecido espaço na história - boa parte da qual ocorreu bem depois desse meu trabalho.

Em suma: a MT nasceu como um ideal impossível, foi relegada a sub-produto que não afeta a vida dos tradutores e de repente vem dando a volta por cima como algo que sim, pode ser muito útil, mas que levanta uma série de indagações profissionais e éticas.

Se de um lado há pesquisas e experimentos sérios, há também o mundo das pessoas comuns. O mercado de tradução continua crescendo, há cada vez mais demanda e cada vez mais gente querendo ser tradutor. Gente querendo aprender e se aperfeiçoar, e também gente querendo dinheiro "fácil" (repare nas aspas).

Por conta de tudo isso, as discussões sobre os rumos do mercado estão fervendo em cima da "nova" aplicação de programas gratuitos de MT. Será que muita gente despreparada vai usar esses programas sem critério? Será que representam mesmo uma ameaça aos "grandes" tradutores ou eles nem precisam se preocupar?

Há uma discussão interessante sobre esse assunto na comunidade Tradutores/Intérpretes BR do Orkut. Não foi a primeira, mas está muito rica, pelo menos até as trinta e poucas mensagens que constam até este momento.

Além disso, o Danilo Nogueira tocou no assunto recentemente no blog dele, mencionando no mesmo texto opiniões sobre o mercado de tradução. E, no próximo sábado, dia 9 de maio, na série de palestras gratuitas conhecidas como Reunião na Sala 7, da Aulavox, ele vai abordar justamtente o tema das tecnologias.

Na minha opinião, não dá para tapar o sol com a peneira e deixar de tomar conhecimento e participar desta discussão. Se diversas ferramentas já nos levaram a aumentar a produtividade, a qualidade e a consistência das traduções, a pressão pela alta produtividade só vai aumentar com a nova geração de ferramentas. O diferencial dos tradutores que acreditam que merecem ganhar bem por seu trabalho vai ser dar conta dessa produtividade, além de uma qualidade muito superior à média do mercado, já que produtividade sem muita qualidade é fácil de se conseguir.

Os mais pessimistas andam dizendo que logo seremos revisores das máquinas. Eu não consigo ver esse quadro. De qualquer forma, quero que as máquinas sejam minhas parceiras - não faz sentido ter medo delas nem combatê-las. Vou arregaçar as mangas e mergulhar de novo nesse assunto.

8 de abril de 2009

Aprendizado virtual

Há bastante tempo proliferam-se na internet cursos à distância, podcasts e outras formas de transmissão de conhecimento que, cada vez mais, envolvem áudio e vídeo.

Eu dou alguns cursos à distância através do Aulavox -- inclusive coloquei um widget aí do lado direito, onde eles anunciam as próximas atividades ligadas a tradução -- e pretendo tentar organizar outros tipos de oficinas. Esse tipo de recurso sai mais em conta do que conseguir uma locação física, é eficiente e extremamente prático, pois basta se conectar na hora certa (em caso de eventos ao vivo) para assistir à aula. Até em cursos presenciais passa a ser interessante usar alguns recursos da internet, seja para promover uma discussão virtual ou para aproveitar materiais que estejam online.

Podcasts são gravações em áudio ou vídeo regulares, publicadas em formato semelhante ao de um blog especializado. Geralmente é possível ouvi-los no site ou baixá-los para qualquer aparelho de MP3, para ouvir em qualquer momento. Eu assino vários podcasts que se atualizam automaticamente e vão para o iPod: notícias, receitas, palestras e discussões variadas.

Há um podcast sobre tradução, o Speaking of Translation. As duas autoras são tradutoras americanas que selecionam temas ligados à profissão e os apresentam em forma de bate papo.

Outra moda são os chamados "webinars", seminários virtuais. O ProZ está com vários deles, alguns grátis e outros pagos.

A Portuguese Language Division da ATA também está oferecendo webinars usando recursos do Skype.

Também há webinars ensinando a usar a memória de tradução Wordfast. Uma é mais introdutória e outras são específicas.

Quase tudo isso pode ser aprendido lendo um site ou um livro, ou indo a uma palestra. São apenas formas diferentes, práticas e geralmente muito baratas (ou mesmo grátis) de obter as mesmas informações. Eu não tenho carro, então o iPod está sempre cheio de podcasts para ouvir no metrô, ou caminhando, ou fazendo coisas chatas como aspirar a casa ou lavar louça, quando seria impossível ler um livro.

Alguns colegas estão desenvolvendo a idéia de um podcast brasileiro, com vários colaboradores, sobre tradução. Assim que ele sair do papel, eu aviso.

2 de abril de 2009

Para descontrair: "5000 Words"

Para quem acha que trabalhar no conforto do lar é moleza, uma música muito bem humorada e extremamente realista do nosso dia-a-dia.

.

4 de março de 2009

Introdução à legendagem à distância -- espanhol-português

==================================
Atualização: este tópico se refere a atividades já encerradas. Veja as postagens mais recentes para ficar a par de novos cursos e eventos.
==================================

Estão abertas as inscrições, desta vez para tradutores de espanhol. O curso é dado à distância pela Internet, através do sistema Aulavox. Abaixo estão copiadas as informações. Para inscrever-se, clique aqui.

Introdução à legendagem de filmes (espanhol-português)

Neste curso você irá aprender sobre tradução audiovisual e detalhes técnicos sobre a legendagem de filmes através de exercícios práticos envolvendo diferentes gêneros e características. Os exercícios serão corrigidos e comentados individualmente.

Programa:

  • Introdução à tradução audiovisual
  • Características técnicas da legendagem
  • Introdução e prática de legendagem para DVD.
  • Exercícios semanais e individuais

Obs.: no fim haverá uma demonstração do uso de um software de legendagem, mas o software não será usado durante este curso.

Data: 04, 11, 18, 25 de maio e 01 de junho de 2009
Horário:
18h às 19h (Brasília)
Carga horária: 05 horas de aulas, mais exercícios individuais semanais
Investimento: R$ 307,00 (trezentos e sete reais).
Certificado: Será enviado certificado de participação no evento em até 30 dias após sua realização, sem custo adicional.
Local: Evento realizado através de áudio conferência pela Internet. Para saber mais clique aqui.

Palestrante:
Carolina Alfaro de Carvalho é graduada e mestre em letras e tradução pela PUC-Rio. Há mais de 10 anos trabalha com legendagem em diferentes modalidades, em inglês, espanhol e português. Há 4 anos ministra cursos de legendagem e tradução.

A tradução em tempos de recessão

Desde meados do ano passado, o mundo vem se preparando para encarar uma das maiores crises mundiais das últimas décadas. Dependendo do grau de sensacionalismo com que a notícia é veiculada, tem gente já estocando papel higiênico até o dia do Juízo Final ou comprando passagem no próximo cometa.

Eu realmente não acho que haja motivo para pânico. Mas sim, é bom a gente se preparar, avaliar nossa trajetória, pensar em que vale a pena investir, imaginar algum Plano B.

Vale lembrar que, principalmente no Brasil, para muita gente o ano de trabalho pra valer só começa depois do carnaval. Muitos tradutores, dependendo dos clientes que têm, estão em época de calmaria desde dezembro. Eu já tinha falado sobre isso e as dicas de preparativos e melhorias aproveitando um período mais calmo continuam valendo.

O Danilo Nogueira já escreveu um pouco sobre a crise em janeiro, no blog Tradutor Profissional. Ele fala mais sobre a postura profissional e as pressões que os tradutores autônomos costumam sofrer por parte dos clientes. De fato, saber lidar bem com isso é fundamental a todo momento, independentemente do que esteja acontecendo na economia. São duas postagens, parte 1 e parte 2.

Outro artigo interessante, escrito por Faisal Kalim e publicado agora no começo de março, é intitulado "A Freelance Translator Recession Survival Kit". Também traz dicas concretas, úteis para manter os pés no chão.

*** Atualização ***
Após publicar este texto, encontrei mais um ótimo post, com o qual concordo totalmente: "Lowering your translation rates: why/why not". Aliás, é mais um blog que está indo para a minha lista de visitas regulares.
*****************

Falando mais do que eu tenho visto e sentido:

Quem presta muitos serviços a clientes estrangeiros, sobretudo europeus e americanos, ou a agências que dependem desse tipo de cliente, já começou a sentir o baque. Aliás, acho que essa é a turma que levou o pior golpe logo de cara, pelos depoimentos que ouvi de colegas. De fato, quem lida mais com moedas estrangeiras, remessas de divisas e fluxos de serviço mais distantes costuma ser adepto das emoções fortes -- por exemplo, quando alguma medida econômica muda radicalmente a relação de câmbio, ou uma agência internacional de peso se muda para a Índia e coisas desse tipo. Por outro lado, dependendo do câmbio, quem fatura em dólar ou euro ganha muito mais em épocas de recessão no Brasil. Acontece que desta vez a crise está vindo de fora.

Eu quase nunca trabalho para agências. Meus principais clientes são universidades e centros de pesquisa, editoras e produtores de vídeo, quase sempre no Brasil. Pessoalmente, eu não senti diferença alguma na demanda. Tive uma quantidade enorme de trabalho durante o fim do ano, e 2009 começou a mil por hora. Muita gente publicando internacionalmente, muita gente produzindo, exportando e importando filmes. E ninguém chorando preços. *batendo na madeira*

Sei que não sou só eu que estou sentindo isso. A maioria dos meus colegas está repleta de trabalho.

Para confirmar que isso não estava acontecendo só em um nicho mais restrito, saí em busca de informações mais longe da minha esfera. Na virada do ano, eu já tinha ouvido notícias positivas no podcast Speaking of Translation. No episódio 1, as tradutoras responsáveis pelo podcast mencionam algumas tendências positivas para o mercado de tradução como um todo, e essa questão é explorada no episódio 2a, onde há entrevistas com empresários e tradutores.

Na matéria do Renato Beninatto mencionada no podcast, estão resumidos depoimentos e tendências percebidas na indústria da tradução no mundo todo (vale destacar que a pesquisa que ele fez envolve grandes agências dedicadas a setores técnicos). No fim do artigo, há o pertinente comentário de que a tradução geralmente é a última etapa da cadeia de produção, então talvez sinta os efeitos da crise só mais tarde. Pode ser, mas eu não concordo muito com isso. Justamente por ser a última etapa, costuma ser a primeira a ser cortada quando a verba fica curta. Um fabricante de celulares não vai deixar de vender celulares cada vez mais baratos, mas provavelmente vai deixar de vendê-los acompanhados de um manual traduzido por seres humanos competentes. É por isso que muitos tradutores que trabalham diretamente para clientes americanos e europeus já vêm sentindo os efeitos da recessão desde o ano passado.

No Brasil, o mercado editorial me parece continuar bem aquecido. Tenho recebido pedidos constantes de traduções para editoras, e tenho recomendado e sido recomendada por muitos colegas que também estão repletos de serviço.

E o setor de mídia, principalmente o de TV, também está com uma demanda imensa. Para cada pedido que eu aceito, preciso recusar dois ou três. Dei um curso de legendagem para 25 alunos em São Paulo, que terminou há pouco mais de duas semanas. Antes mesmo que terminasse, já havia produtoras de vídeo me pedindo recomendações, e já tive o prazer de indicar duas alunas excelentes. E posso afirmar com certeza que a demanda vai continuar alta o ano todo, a menos que aconteça alguma catástrofe mundial muito pior do que a que está sendo prevista. *batendo na madeira*

Sim, claro, mas e a remuneração? Porque, convenhamos, de nada adianta estar mergulhado até as orelhas em serviço e ganhar uma mixaria. Nem sempre quem está lotado de clientes está ganhando mais do que quem tem metade dos clientes, mas pagando cinco vezes mais.

A remuneração varia muito, é claro. É da natureza do cliente buscar o melhor serviço pelo menor preço. E deve ser da natureza do tradutor conseguir oferecer um serviço diferenciado e cobrar o valor mais alto que puder por esse serviço. Há todo tipo de cliente e todo tipo de tradutor por aí. É preciso buscar permanentemente uma posição mais alta, especializar-se, aumentar a produtividade, diversificar. Ninguém está com a vida ganha.

Eu gostaria de ganhar mais trabalhando menos, é claro. Quem não gostaria? Mas não tenho motivo para reclamar e estou pagando minhas contas -- que são em dólar, por sinal, embora o dólar canadense tenha se desvalorizado um pouco.

(Estou para escrever mais sobre esse aspecto em relação ao mercado de legendagem, em breve.)

Para encerrar com mais uma notícia positiva, saiu agora em março uma listagem de carreiras "a prova de recessão". (Publicada pela Reader's Digest. Sim, eu sei. Mas enfim.) Lá estamos nós, no item 7. E vale lembrar que nós estamos em vários outros itens também, escondidinhos nas engrenagens da ciência, da tecnologia e da informação.

2 de fevereiro de 2009

Introdução à legendagem inglês-português à distância - nova turma

==================================
Atualização: este tópico se refere a atividades já encerradas. Veja as postagens mais recentes para ficar a par de novos cursos e eventos.
==================================

Estão abertas as inscrições para mais uma turma. O curso é dado à distância pela Internet, através do sistema Aulavox. Abaixo estão copiadas as informações. Para inscrever-se, clique aqui.

Introdução à legendagem de filmes (inglês-português)

Neste curso você irá aprender sobre tradução audiovisual e detalhes técnicos sobre a legendagem de filmes através de exercícios práticos envolvendo diferentes gêneros e características. Os exercícios serão corrigidos e comentados individualmente.

Programa:

  • Introdução à tradução audiovisual
  • Características técnicas da legendagem
  • Introdução e prática de legendagem para DVD.
  • Exercícios semanais e individuais

Obs.: no fim haverá uma demonstração do uso de um software de legendagem, mas o software não será usado durante este curso.

Data: 16, 23 e 30 de março, 6 e 13 de abril de 2009
Horário:
18h às 19h (Brasília)
Carga horária: 05 horas de aulas, mais exercícios individuais semanais
Investimento: R$ 307,00 (trezentos e sete reais).
Certificado: Será enviado certificado de participação no evento em até 30 dias após sua realização, sem custo adicional.
Local: Evento realizado através de áudio conferência pela Internet. Para saber mais clique aqui.

Palestrante:
Carolina Alfaro de Carvalho é graduada e mestre em letras e tradução pela PUC-Rio. Há mais de 10 anos trabalha com legendagem em diferentes modalidades, em inglês, espanhol e português. Há 4 anos ministra cursos de legendagem e tradução.

15 de janeiro de 2009

"QI"

"Dá para entrar nesse mercado ou tem que ter QI?"

É uma pergunta recorrente.

E capciosa, pois esse "QI" sempre vem com uma carga muito negativa. Não é raro que quem desconfie do tal "QI" também se refira a "máfia" ou "panelinha". Como se ser indicado por alguém fosse algo meio ilícito.

Talvez até seja, dependendo do contexto -- alguém ser aprovado em um concurso público sem passar na prova, por exemplo.

Mas no ramo da tradução, profissão livre e desregulamentada, em condições mais ou menos normais, conseguir serviços através de indicações é corriqueiro e não vejo nada de errado nisso.

Basta pensar em alguma vez em que você precisou pintar a casa, consertar o computador ou contratar um advogado. Você abriu os classificados e escolheu o primeiro que viu ou pediu uma indicação a algum conhecido? Saber que outra pessoa teve uma experiência positiva com aquele profissional faz uma enorme diferença.

Não é diferente com tradução. A pessoa tem um texto ou filme para traduzir, vai pagar caro pelo serviço e precisa daquilo bem feito. Existem mil maneiras de encontrar tradutores por aí, e pode até ser que o cliente receba mil currículos. Mas, se outra pessoa que ele conhece disser, de boa fé: "Conheço esse daí, já trabalhei com ele e gostei", mesmo que seja um currículo mediano a pessoa tem muito mais chances de ser a escolhida.

Por isso mesmo, dar uma indicação também implica responsabilidade.

Uma vez um amigo me perguntou sobre a diarista que eu tinha, pois ele estava atrás de uma. Queria alguém de confiança. Eu disse que a minha era eficiente e de total confiança, embora fosse meio mão pesada. Ele a contratou. Um mês depois me disse, numa boa, que a mulher tinha quebrado todos os copos de vidro da casa dele. Eu não sabia onde me enfiar!

Quando recomendamos alguém, estamos dando nosso aval, o que indiretamente fala sobre o nosso padrão de qualidade. É por isso que costumamos pedir recomendações para aqueles que achamos que sabem avaliar bem aquele serviço, aqueles em quem confiamos.

Para o tradutor iniciante, não é fácil conseguir indicações -- o que é natural, já que ele tem pouca experiência e portanto interagiu com pouca gente. Mas não são só clientes felizes que nos indicam. Colegas que conheçam nossa capacidade também. Essa é uma das vantagens (além das outras, mais óbvias) de se fazer cursos de tradução: os colegas e tradutores conhecem seu desempenho e, se este for alto, se lembrarão de você.

Esse é o tal "networking", que soa muito mais bonito do que "QI". Mas eu não vejo muita diferença. Para ter "I", é preciso ter "Q" -- é preciso conhecer gente. Quanto mais gente souber que você é um tradutor competente, ou dedicado, ou esforçado, mais indicações surgirão. Sem investir em contatos e parcerias, realmente fica difícil.

Outro detalhe é que indicação se ganha, mas não se pede. É extremamente constrangedor receber de alguém o pedido de recomendá-lo. Além da responsabilidade ser muito grande, a indicação normalmente é feita atendendo ao pedido de quem está procurando um profissional, e não o contrário. Assim: se um cliente me pedir uma recomendação de um tradutor de italiano, eu vou pensar nos tradutores de italiano que conheço e recomendar algum. Já se um amigo ou colega me disser "Eu traduzo italiano; você pode me recomendar para aquele seu cliente?" a história muda totalmente.

Eu dou cursos e muitas vezes recomendei alunos. Mas é preciso uma combinação de circunstâncias: cliente precisando de alguém, não exigindo que seja alguém com muita experiência e o aluno se encaixando bem naquele perfil. Aliás, perfil é muito mais do que saber traduzir. É preciso ter perfil de profissional -- saber se comunicar com o cliente, saber negociar, lidar bem com os prazos... Há mil pontos onde alguém pode pisar na bola.

Mas sentimos uma satisfação enorme quando uma recomendação nossa dá certo. A pessoa recomendada fica feliz, o cliente fica feliz, ambos confiam ainda mais no nosso padrão de qualidade e todos estreitam os laços da lealdade.

Boas parcerias geram bom QI para todos.

4 de dezembro de 2008

Palestra grátis e curso sobre legendagem

==================================
Atualização: este tópico se refere a atividades já encerradas. Veja as postagens mais recentes para ficar a par de novos cursos e eventos.
==================================


2009 está chegando. Que tal começar o ano adquirindo informações e aprendendo técnicas relacionadas a este campo especializado de tradução, cujo mercado continua em expansão e demandando tradutores bem capacitados?

Tenho recebido tantas consultas sobre legendagem, os programas e as técnicas empregadas, o mercado de trabalho e diferenças entre os diversos cursos, que decidi abordar todos esses assuntos em uma palestra gratuita, à distância, intitulada Legendagem de Filmes: O que é, como é feita e como o mercado funciona. É preciso se inscrever no Aulavox (basta seguir o link) para receber por e-mail as informações para entrar na sala no dia da palestra. Será no próximo dia 16 de dezembro (terça-feira), das 18h às 20h (horário de Brasília).

Aproveito para lembrar que nosso curso completo de Tradução para Legendagem de Filmes: Teoria, Técnica e Prática ainda está com inscrições abertas, com valores e opções de pagamento mais atraentes para a virada do ano.
  • Público-alvo: estudantes e profissionais de tradução, ou pessoas interessadas com ótimo domínio de inglês e português.
  • Localização e instalações: DOTCorporation, Av. Paulista, 2006, 17º andar (a um quarteirão da estação Consolação do metrô), São Paulo, SP. Todas as aulas serão em um laboratório de informática configurado especialmente para o curso, com um computador por aluno.
  • Datas e carga horária: de 29 de janeiro (quinta-feira) a 13 de fevereiro (sexta-feira) de 2009, de segunda a sexta, das 19h às 22h. 12 aulas com 3 horas de duração, totalizando 36 horas. As principais atividades necessárias ao cumprimento do curso serão realizadas em sala de aula, com algumas leituras e exercícios adicionais para serem feitos em casa, nos fins de semana.
  • Conteúdo e dinâmica: teoria e prática da tradução para legendagem visando a exibição em cinema, DVD e TV, incluindo o uso de um software específico de legendagem (Subtitle Workshop) durante aproximadamente metade da carga horária. Aulas práticas e intensas, com exercícios novos quase todas as aulas.
  • Línguas: do inglês para o português.
Os valores e opções de pagamento estão no formulário de inscrição, na página oficial do curso.

28 de setembro de 2008

"O caminho das legendas"

Esta notícia está uns dois meses atrasada, mas antes tarde do que nunca.

Fiquei feliz em ver a matéria sobre os bastidores da legendagem publicada na Revista da TV do jornal O Globo, em agosto. A autora é a Elizabete Antunes.

Coisa rara de se ver, a reportagem enfoca as produtoras cariocas responsáveis por boa parte dos programas legendados que o Brasil assiste nos canais de TV a cabo. Os tradutores participam também, é claro, mas o fato do foco serem as produtoras dá uma perspectiva muito mais real. Afinal, são as produtoras que contratam os tradutores -- os materiais fornecidos, as normas e os padrões impostos, a revisão, a remuneração ficam a cargo delas.

A matéria mostra bem essa integração entre tradutores e produtores. Aliás, dizer só "produtores" também é reducionista, pois em uma produtora trabalham engenheiros de som e vídeo, programadores e outros profissionais (dos quais relativamente poucos lidam com línguas e textos). Além disso, a relação de trabalho mais direta é entre o tradutor e o produtor, mas este por sua vez está prestando um serviço para o canal ou a distribuidora -- que passa a ser o cliente indireto do tradutor também -- e vale lembrar que o público-alvo dessa turma toda é outro, bem diferente: é o pessoal que está no sofá, comendo pipoca e querendo rir e chorar vendo filmes e programas (rir e chorar por causa do conteúdo, não da qualidade da tradução, é claro). É justamente uma integração bem-sucedida entre todos os profissionais que interagem nos bastidores que vai garantir uma boa qualidade no final do processo.

Vale lembrar que a matéria enfoca apenas um recorte do que é o mercado de legendagem. O público repara muito nas legendas da TV, é claro, mas o universo da legendagem é muito maior do que isso.

Clicando na imagem abaixo dá para ler a matéria toda.

3 de setembro de 2008

3 cursos de legendagem confirmados!

==================================
Atualização: este tópico se refere a atividades já encerradas. Veja as postagens mais recentes para ficar a par de novos cursos e eventos.
==================================

Tenho três cursos na agenda para os próximos meses, em formatos e locais diferentes.

* * *

O primeiro será no Uruguai, para nativos de espanhol:

Curso-Taller Trilingüe:
Técnicas de Traducción para Subtitular Películas

Montevideo, Uruguay
Instituto Metodista Universitario Crandon

Traducciones de inglés y portugués al español, con énfasis práctico, incluyendo el uso de un software de subtitulado.

Curso introductorio (20 horas): viernes 17 a domingo 19 de octubre de 2008.
Curso avanzado (15 horas): lunes 20 a viernes 24 de octubre de 2008.


* * *

O segundo será à distância, através do sistema Aulavox. O conteúdo é introdutório, com 5 horas de aulas expositivas e exercícios feitos e corrigidos individualmente. Não inclui treinamento com software de legendagem.

Introdução à Legendagem de Filmes
(inglês-português)

Aulavox (sistema de ensino à distância)

10, 17, 24 de novembro e 01 e 08 de dezembro de 2008, 18h (Brasília).



* * *

O terceiro é meu curso completo de legendagem, o mesmo que ministro na PUC-Rio, que agora estou levando para São Paulo:

Tradução para Legendagem de Filmes:
Teoria, Técnica e Prática
(inglês-português)

São Paulo, Brasil
DOTCorporation (Av. Paulista)


De 29 de janeiro a 13 de fevereiro de 2009, período noturno. 12 aulas com 3 horas de duração (36 horas no total)

Tradução para legendagem voltada para cinema, DVD e TV, incluindo o uso de um software de legendagem.

8 de julho de 2008

Panorama do mercado de legendagem

Os mercados de tradução para legendagem

O mais difícil de se falar “do mercado de legendagem” é que, assim como o campo da tradução, não há um mercado uniforme, capaz de ser sintetizado sob um rótulo só. São muitos os sub-campos, que incluem diferentes especializações dentro da legendagem (que por sua vez é uma especialização dentro do campo de tradução audiovisual).

Portanto, não existe uma resposta simples para as perguntas que mais ouço de colegas e alunos: “Como funciona o mercado de legendagem?” ou “Quais são as perspectivas de trabalho com legendagem?”

Da mesma forma que acontece com a tradução, os diversos nichos de trabalho com legendagem foram se desenvolvendo a partir da necessidade. A existência de empresas especializadas na tradução de materiais audiovisuais é recente – até não muito tempo atrás, eram as próprias produtoras e distribuidoras de filmes que se encarregavam da tradução, conforme surgia essa demanda, e a tarefa nem sempre era desempenhada por profissionais devidamente preparados.

O cinema é o meio mais antigo para a exibição de filmes. À medida que a necessidade de tradução de filmes em todo o mundo foi aumentando, foi se desenvolvendo uma padronização, com métodos relativamente uniformizados mundialmente. Vale lembrar que o cinema levou décadas para se disseminar, estabelecendo sua linguagem própria, conquistando espaço, e a tradução de filmes também teve tempo para estabelecer padrões de trabalho e de qualidade.

A explosão global da tradução audiovisual veio com o advento do VHS, quando surgiu a necessidade de se relançar – e retraduzir – toda a produção já lançada em 35 mm. Além disso, os custos de produção e sobretudo de distribuição de filmes ficaram muitos mais baixos, o que aumentou a produção de novos materiais. Foi então, há 20 ou 30 anos, que começaram a surgir empresas mais voltadas para as tarefas de tradução. O VHS envolve outros materiais físicos, outros aparelhos para sua edição e outro meio para sua exibição – a telinha da televisão, em vez da telona do cinema. Isso obrigou os tradutores a adaptarem métodos e técnicas, não sendo possível utilizar as traduções feitas para o cinema e nem sequer sua metodologia. Diferentes produtoras, em diferentes locais, foram adaptando os métodos de trabalho. Surgiu um número bem maior de produtoras de VHS do que de cinema, aumentou a demanda por tradução e começaram a surgir tradutores voltados para essa indústria.

Pronto: já havia dois grandes mercados, cada qual com suas produtoras, seus métodos e seus tradutores. O cinema continuou crescendo, mas o VHS aumentou exponencialmente a comercialização de filmes e a demanda por tradução.

Depois veio a revolução do DVD, como parte do movimento dos novos meios digitais de produção. Novamente, os catálogos antigos precisavam ser relançados. Muitos programas novos passaram a ser produzidos diretamente utilizando meios digitais. O público alcançado tornou-se ainda maior do que todos os anteriores. E, desta vez, cada filme veiculado em DVD podia incluir várias traduções, em diferentes modalidades (legendagem e dublagem, por exemplo) e mais de uma língua. Novamente, houve uma mudança radical de mídia, técnica, tecnologia e, portanto, metodologia de tradução. O universo das produtoras ficou ainda mais pulverizado, pois o mundo digital demanda uma infra-estrutura fisicamente menor do que o de VHS e muito menor do que o de cinema – hoje em dia, uma produtora pode perfeitamente consistir de um homem com um computador potente.

A enorme demanda por tradução associada à fragmentação da indústria produtora e distribuidora de filmes fez com que todo o processo ligado à tradução – desde a seleção dos tradutores até o controle de qualidade, passando pela metodologia de trabalho – ficasse mais inconsistente: uma produtora séria pode investir mais na qualidade de suas traduções, mas não são poucos os editores de vídeos que só procuram um serviço barato, sem se importar com a qualidade.

Além disso, às vezes é a distribuidora original do filme que se encarrega da tradução; às vezes é uma produtora contratada para realizar outras tarefas de edição ou distribuição na cultura-alvo; às vezes é uma empresa especializada em tradução.

E vale lembrar que os recursos digitais aumentaram a produção de filmes não comerciais, portanto invisíveis ao público de cinema e TV: aqueles feitos por empresas e organizações, para fins educativos, institucionais e técnicos. Trata-se de um mercado “independente” e mais pulverizado ainda, que está em franco crescimento e costuma oferecer uma remuneração muito boa.

Há ainda a TV a cabo, que novamente levou ao desenvolvimento de produtoras especializadas, as quais muitas vezes contam com tradutores contratados, além dos terceirizados. Aqui entram também materiais diferentes, outros públicos e objetivos para a tradução. É um mercado que continua crescendo.

Portanto, já podemos mencionar 4 ou 5 mercados de legendagem. Se um mesmo filme passar por todos eles, ele provavelmente será traduzido 4 ou 5 vezes, por empresas e tradutores diferentes. Cada um deles não constitui uma especialização propriamente dita, nem são totalmente independentes ou desvinculados um do outro, mas é comum que os tradutores se envolvam mais com um deles, às vezes tendo pouco contato com os outros. Tudo depende de qual desses nichos abre a primeira porta e de como tudo se desenrola a partir daí. Se um tradutor começa prestando serviços para uma empresa do ramo de DVD e der certo, o mais provável é que ele continue nesse nicho, passando a conhecer e interagir com outras empresas do ramo. De forma semelhante, um tradutor técnico que já tenha contato com empresas de um determinado ramo e domine técnicas de legendagem tem mais chances de ser bem-sucedido traduzindo filmes técnicos para empresas desse ramo.

Nos últimos anos, os mercados de DVD e de TV a cabo, que são os mais inconstantes em termos de qualidade da tradução, vêm investindo mais na seleção e no treinamento de tradutores e no controle de qualidade das traduções, sobretudo em resposta a reclamações de consumidores e assinantes. O padrão das traduções feitas no Brasil aumentou significativamente. O que os espectadores nem sempre têm como saber é o que é feito aqui e o que não é – por exemplo, alguns canais são inteiramente traduzidos na Venezuela ou em Miami para toda a América Latina, e muitos DVDs vendidos no Brasil também não são traduzidos aqui.

Valores

Assim como não existe um mercado unificado, também não existem valores padronizados para remunerar a tradução para legendagem. Da mesma forma que acontece com todo o mercado de tradução, os preços dependem da relação oferta-demanda, do grau de especialização e experiência do tradutor e de quantos intermediários existem entre o tradutor e o cliente final.

Não é o Bill Gates que contrata os tradutores para traduzir o próximo Windows, nem o Dan Brown que procura tradutores em todo o mundo para seu próximo best-seller. Também não é o Spielberg que vem ao Brasil escolher um tradutor para seus filmes. São muitas as empresas e pessoas entre eles e nós – e os tradutores costumamos estar quase no fim da linha das etapas de produção e distribuição de qualquer material, inclusive os audiovisuais.

Naturalmente, quanto menos distância houver entre nós e quem encomenda o serviço de tradução – por exemplo, a distribuidora de determinado filme no Brasil ou a empresa que preparou determinado vídeo técnico – mais próximo conseguiremos cobrar dos valores sugeridos no site do Sindicato dos Tradutores.

Já quando o serviço é prestado para alguma produtora grande, contratada pelo cliente final para realizar uma série de serviços ligados à edição e distribuição e exibição do filme, entre eles a tradução, a produtora absorverá a maior parte do orçamento do cliente e oferecerá ao tradutor algo entre metade e um quarto dos valores sugeridos pelo Sintra. Mas há muita variação, pois cada produtora tem sua própria tabela, que pode levar em conta ou a duração dos filmes ou a quantidade de caracteres da legendagem, o grau de dificuldade do material, as línguas envolvidas e inclusive o nível de experiência do tradutor.

São muitas as variáveis e é impossível dar uma idéia precisa de quanto um tradutor dessa área ganha. Por um mesmo longa-metragem, pode-se ganhar de R$ 400 a R$ 1500, dependendo das condições. O prazo pode variar de 3 a 10 dias. Naturalmente, quanto maior a produtividade do tradutor, mais ele ganhará, então um tradutor mais especializado e experiente costuma ganhar mais – tanto sua cartela de clientes é maior quanto seu trabalho é mais eficiente.

O panorama atual

A indústria do cinema continua ativa, mas o número de títulos lançados não aumenta (ao menos significativamente) a cada ano. Portanto, trata-se de um mercado mais estabilizado, que não procura ativamente novos tradutores com muita freqüência.

O oposto ocorre com os mercados mais novos, de DVD, TV a cabo e filmes institucionais e técnicos. Eles continuam crescendo e buscando tradutores mais capacitados. A preocupação com a qualidade levou à proliferação de cursos instrumentais para tradutores, e hoje há uma grande oferta de cursos de legendagem, com propostas e objetivos diferentes. A indústria, por sua vez, tem dado preferência aos tradutores com alguma experiência ou, pelo menos, que tenham feito algum curso na área.

A tecnologia se desenvolve a um ritmo cada vez mais alucinado. Dez anos atrás, quase todos os tradutores especializados na área usavam *um* software de legendagem, disponível na versão “grátis porém horrenda” ou “profissional e caríssima”. Agora, surgem programas novos a cada ano, também com propostas diferentes. Um produtor de vídeo pode empregar um software caro para edição, enquanto seus tradutores trabalham com programas baratos ou até mesmo gratuitos (mas modernos e excelentes), que geram arquivos de formato compatível com o requerido pelos clientes. Portanto, uma das tarefas essenciais dos prestadores de serviços é se manterem a par das novas tecnologias e dos recursos disponíveis.

Vale ressaltar que não é imprescindível utilizar software específico para legendagem. São muitas as produtoras que preparam arquivos de texto para que seus tradutores trabalhem utilizando somente um editor de texto, como o Word. O ramo de cinema também não trabalha com software específico, e as traduções também são feitas em Word. Contudo, o tradutor que domina algum software tem acesso a uma gama maior de clientes, sobretudo os que lidam com tecnologias mais novas. Hoje em dia, um tradutor que quer entrar no mercado de legendagem terá muito menos oportunidades se não dominar um software de legendagem.

As tecnologias digitais também libertaram clientes e tradutores da restrição do espaço. Não é mais necessário estar próximo, para pegar e levar pilhas de fitas VHS e scripts em papel. Atualmente, o método de trabalho mais comum é à distância: o produtor gera uma cópia digital em baixa resolução do filme e a transfere para o tradutor via internet. Este também manda a tradução pronta (em formato de texto) pela internet para o cliente. Portanto, a localização física do tradutor e do cliente deixou de ser relevante, e mesmo o processo de seleção pode ser realizado à distância.

Início de carreira

As grandes produtoras de DVD e TV a cabo – várias delas totalmente dedicadas à tradução audiovisual – têm há vários anos uma demanda crescente de serviço e estão sempre à procura de bons tradutores. A remuneração cai, mas há grande quantidade de serviço, portanto elas são um bom ponto de entrada para os profissionais que não tenham outros contatos em algum nicho mais bem remunerado. São um bom local para se aprender e se ganhar autonomia.

Pessoalmente, a julgar pelas experiências por que já passei, eu ganho mais ou menos o mesmo dedicando-me exclusivamente a prestar serviços para produtoras de vídeo do que para editoras ou para agências de tradução (três tipos de clientes notórios pela grande oferta de serviço e pela remuneração “fraca”). Sempre que surge a oportunidade de prestar serviços diretos aos clientes finais – ou a intermediários menores e mais especializados –, essa é minha escolha, e aí os valores recebidos se multiplicam.

Não é possível dizer se “o mercado de legendagem remunera bem ou mal”, pois como vimos não existe esse tipo de padronização. No meu entender, o mercado de legendagem é uma amostra fiel do que é o universo da tradução como um todo: há clientes melhores e piores, tradutores melhores e piores, projetos menos e mais interessantes. Cabe a nós irmos abrindo caminho no mercado, fazendo contatos, nos fazendo conhecer, procurando melhorar, e assim buscarmos os melhores projetos e clientes. Muito vem com tempo e dedicação.

Estamos sempre batendo em portas, e nem sempre as que se abrem são as que imaginávamos. É preciso ter uma boa dose de jogo de cintura. Quanto mais ferramentas tenhamos à mão e quanto mais técnicas dominarmos, melhor estaremos preparados para agarrar uma oportunidade quando esta surgir.

Em síntese (ou FAQ):

É possível viver de legendagem?
Sim.
Se bem que o que se considera “viver bem” é uma questão pessoal e intransferível. Além disso, a maioria dos tradutores é “multitarefa” e não fica restrita a um só mercado de tradução – é o meu caso.

É preciso estar no Rio ou em São Paulo para trabalhar com legendagem?
Não.
Trabalha-se pela internet. Os tradutores interagem entre si e com os clientes através de diversos recursos virtuais. Não conhecer nem fazer bom uso desses recursos significa perder a maioria das oportunidades de trabalho.

É preciso algum tipo de certificado ou estudo formal para atuar no mercado?
Não.

Os clientes querem desempenho e qualidade. Ao examinarem seu currículo, querem saber se você tem alguma experiência, e é claro que ter estudado e se preparado ajuda muito. Ter feito um curso de legendagem significa que você já tem alguma experiência prática, e isso costuma ser o suficiente para o potencial cliente oferecer um teste. O que conta mesmo, na prática, é o teste e sua primeira experiência de trabalho com aquele cliente. Se for satisfatória, não importa se você tem quatro PhDs ou Supletivo. Portanto, prepare-se para atender com qualidade às demandas do mercado – as quais, no caso da legendagem, são majoritariamente práticas.

15 de janeiro de 2008

Tradução para Legendagem de Filmes - novas turmas, RJ

==================================
Atualização: este tópico se refere a atividades já encerradas. Veja as postagens mais recentes para ficar a par de novos cursos e eventos.
==================================

Estão abertas as inscrições para novas turmas do curso de Tradução para Legendagem de Filmes: Teoria, Técnica e Prática na PUC-Rio.

Visando atender às diferentes necessidades de local e horário do público, além de disponibilizar o curso para tradutores de espanhol, estão sendo oferecidas três turmas:
  • Tradução inglês-português no Centro, de 28/04 a 28/05/2008 - 2ª, 4ª e 6ª, das 08:30 às 11:30h.
  • Tradução inglês-português na Gávea, de 26/04 a 31/05/2008 - 3ª e 5ª feira, das 18:30 às 21:30h, e sábado, das 09:00 às 12:00h.
  • Tradução espanhol-português no Centro, de 28/04 a 28/05/2008 - 2ª, 4ª e 6ª, das 18:30 às 21:30h.
São 36 horas de aula, todas em laboratório de informática com um computador por aluno, além de exercícios e leituras para fazer em casa entre todas as aulas. O curso compreende a legendagem para o cinema, vídeo/DVD e TV. Cada aluno receberá um CD com todos os materiais do curso, inclusive o software de legendagem que será utilizado em aula.

A PUC está oferecendo descontos atraentes para aqueles que se matricularem com antecedência e o número de vagas é limitado.

Clique nos links a seguir para ver a descrição e programação completa dos cursos, além de informações sobre as inscrições: